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POETISA Mª FERNANDA DIAS


No próximo programa "AO ENCONTRO DA POESIA", quando forem 21h, PEDRO NOBRE vem apresentar-nos a poetisa Mª FERNANDA DIAS e na segunda hora, do programa, vamos conversar com a poetisa residente FÁTIMA HORTA e os "Seus Grãos de Areia". Acompanhe em https://player.radioqc.com ou nas redes sociais Facebook ou Youtube.

 A POETISA 

Filha duma Europa do pós-guerra, que apenas sentiu as suas consequências através do relato dos meus avós, pais e outros familiares que foram passando as memórias das suas lembranças, contando dos racionamentos, da fome, da falta de trabalho que transformaram, Portugal num País de emigrantes, que ajudaram a reconstruir uma Europa devastada, reerguida, pedra sobre pedra também com a mão de obra dos nossos antecessores …

Nascida na freguesia de Caparica (antes Monte de Caparica ), corria o dia dezoito de Fevereiro do ano de 1949, sob o signo de Aquário, aí vivi até à idade escolar, mudando para Almada, onde, deixei de ter morada em 2018 por ter procurado nova morada em Sesimbra para estar mais próxima de meus filhos.

Foi nas antigas carteiras, da velhinha escola “Conde Ferreira” em Almada, que aprendi, e escrevi as primeiras letras, cedo despertando para todas as leituras, logo que aprendi a ler, meu desejo maior, desde que vi o prazer com que meus avós, com os óculos pendurados na ponta do nariz, liam, noite após noite, à luz do velhinho candeeiro a petróleo …

Tanto na instrução primária, como na secundária que frequentei na antiga António da Costa e na Emídio Navarro de hoje, tive a sorte de ter óptimas professoras de português, que me incentivaram à leitura na sala de aula, lendo bonitos textos, dos nossos “recomendados” clássicos, assim como a épica e lírica de Camões, ou a poesia de Pessoa e Florbela, lembrando agora, apenas aqueles que mais me marcaram, naquela fase da minha juventude ...

Cedo comecei a escrever, para as festas de Turma de final de ano, para os professores, para os meus familiares e amigos, pequenos textos, ou versinhos simples, vindos da alma, sentidos, como hoje ainda são, e sempre a par do meu gosto pelo teatro, pelas cantigas, pelo fado …

Em criança gostava de brincar pelas ruas, e andar de bicicleta, com as minhas companheiras e companheiros, nunca sentindo a sede de liberdade que anos mais tarde senti, por ir crescendo e me fazendo “mulherzinha” na saudade que foi e ainda ser o ir deixando de ser criança …

Novas responsabilidades e exigências me aguardavam… O trabalho, o casamento, a casa, os filhos, o preconceito, os direitos das mulheres … E os anos passando … mas sempre escrevendo, mas sempre fazendo, sempre lutando …

E os anos setenta que nos foram despertando, e os oitenta que nos foram libertando!...

E os anos de hoje, que me vão levando …

Até onde ?… Até quando ?...

Decerto até onde os anos que entretanto foram por mim vividos, e que já se fazem sentir, me permitirem continuar ainda com sonhos e vontade de os viver ...

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