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POETA PAULO CÉSAR TEM NOVO LIVRO

No próximo programa AO ENCONTRO DA POESIA, Pedro Nobre vai estar à conversa com poeta seixalense PAULO CÉSAR que vem apresentar-nos o seu mais recente livro intitulado de "Meta-Morphosis" e na segunda hora a participação especial de Fátima Horta e os seus "Grãos de Areia". Esperamos por si a partir das 21h em https://player.radioqc.com e/ou no vídeo em direto nas redes sociais da sua RQC.

 BIOGRAFIA DO POETA 

PAULO CÉSAR é o pseudónimo literário de Victor Manuel da Clara Dias, de 65 anos, nascido ribatejano, da então vila de Torre Novas, hoje cidade, na aldeia e freguesia de Chancelaria. Diz-se orgulhosamente Chanceler, nado no sopé da Serra d'Aire que ainda hoje o deslumbra e encanta até à emoção das lágrimas, de cujas memórias faz questão de ser guardião.

É casado desde 1982 e tem dois filhos maiores e uma netinha. Reside desde então na Margem Sul do Tejo (Torre da Marinha, freguesia de Arrentela, no concelho do Seixal).

Nasceu pobre, de pais assalariados agrícolas, numa família de camponeses sábios das coisas da terra e do labor das sementeiras, searas, podas, enxertias e jeiras. Cresceu no chão dos campos, sobre um saco de serapilheira ou uma manta velha, à sombra das árvores de fruta, enquanto as hortas eram regadas e os canteiros eram cuidados. Disseram, e dizem-no ainda, ter sido uma criança calma, sossegada, de trato fácil e sem birras nem choros quezilentos.

Quando chegou o tempo da escola, por volta dos cinco anos, foi morar na vila mas ainda e sempre no meio do campo, em quintas que o viram crescer rapaz e depois homem, com a humildade e naturalidade de quem conhece a terra e a ama, apesar dos sonhos de voos mais longínquos e mais altos.

Quando completou o 4º ano (escola primária) e o exame de admissão, aos dez anos, começou a trabalhar no campo, realizando as tarefas próprias de cada época – apanhar azeitona e figos, riquezas da terra – e logo depois empregou-se como pastor dum rebanho/vara de ovelhas e porcos, numa quinta vizinha daquela onde morava com os seus pais e irmãos.

Durante alguns meses foi esse o seu mister, até que surgiu um grave problema de saúde que o levou ao internamento hospitalar, durante 30 dias, e em consequência a um tempo de dieta rigorosa de sal, que durou cerca de um ano, seguido de maiores cuidados no tempero da comida daí em diante.

Logo que se achou recuperado, foi admitido e começou a trabalhar num escritório comercial como mandarete (1968). Permaneceu ali durante cerca de 12 anos e, de acordo com as regras da altura, foi subindo na carreira profissional até ao nível de escriturário de 3ª.

Durante a sua permanência na referida empresa, foi incorporado no SMO que cumpriu no Campo Militar de Santa Margarida, no Regimento de Cavalaria, durante 16 meses. Após a passagem à disponibilidade, regressou ao escritório e deu continuidade ao seu trajeto profissional. Entretanto matriculara-se no Ensino Nocturno, no Curso de Aperfeiçoamento Geral de Comércio, relacionado com a sua actividade profissional, no ano de 1970/71, depois de uma peripécia relacionada com a matrícula, recusada por idade insuficiente, no ano anterior. O curso correspondia, se concluído, como então se dizia, ao 5º Ano. Deu continuidade aos estudos, ingressando no Curso Complementar dos Liceus, tendo frequentado os dois anos que lhe correspondiam, sempre em regime pós laboral, embora sem concluir todas as disciplinas.

Só mais tarde, já em 2011, veio a concluir o 12º ano, devido à sua participação no Programa “Novas Oportunidades” aprovadas pelo então governo do país. Frequentou e concluiu ainda com aproveitamento, nos anos de 2012/2013, um curso de formação profissional, de nível IV – Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho, que nunca exerceu.

Ainda no decorrer da sua participação no Ensino Noturno, por volta dos seus 17/18 anos, começou a sentir necessidade de escrever e despertou-lhe o desejo irreprimível de se exprimir através da poesia. Desde então não deixou de escrever!

Com o avanço da tecnologia e do seu próprio autoaperfeiçoamento no manuseamento das ferramentas informáticas, acabou por criar, com o crescimento da internet, no ano de 2006, em Maio, o seu blog “No chão d'água” (www.nochaodagua.blogs.sapo.pt), que acabou por estar na origem do título do seu primeiro livro, publicado em Julho de 2011.

Tem algumas participações, residuais, em trabalhos coletivos publicados, como sejam “Horizontes de Poesia, em 2011 (2 poemas), “Na magia da noite”, em Maio/2012 (3 poemas) e “Audaz Fantasia, em Maio/2013 (1 poema). Não é particular adepto dessas coletâneas, a que dão pomposamente o título de “antologias”, dado que não lhes reconhece a intrínseca qualidade do que é verdadeiramente uma antologia e vê, em muitas, senão na maioria delas, uma qualidade ínfima que não abona em favor da poesia, rica como ela deve ser, por sentir que não existe critério nem avaliação dos trabalhos publicados.

Participou, também esporadicamente, em concursos de poesia, tendo obtido o 3º lugar na categoria “Poesia”, no 1º Prémio de Poesia Casa MAC/2011, Belo Horizonte, Brasil, e o 3º lugar no XVI Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal, em Novembro de 2011. Publica regularmente na sua página do Facebook (www.facebook.com/paulo.cesar.poetry).

Ao longo dos anos foi participando em sites de poesia e redes socioculturais – Luso-Poemas, Recanto de Letras, Poetas e Escritores do Amor e da Paz (PEAPAZ), Encontro de Poetas e Amigos (EPA), entre outros. Deixou de o fazer por um certo cansaço, falta de disponibilidade psicológica e criativa e até insatisfação resultante do ambiente existente.

Atualmente já se encontra reformado da atividade que desenvolveu durante mais de 25 anos, depois de um longo período de 10 anos de desemprego – profissional de serviços de segurança privada, supervisor.

 O LIVRO "Meta-Morphosis

Apaixonado pelo silêncio, a terra e a saudade, a vida pulsa no caminho poético de Paulo César latejando sobre passado e presente numa despojada contemplação de si mesmo e do mundo que o rodeia. Entre o que se transforma e o que permanece imutável, os poemas que compõem a obra “Meta-Morphosis” fixam instantes no tempo, decantam lugares e experiências e fazem ressoar inquietações e afetos através da voz interior do poeta.
 ENTREVISTA AO POETA PAULO CÉSAR 

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