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E SE É NOVIDADE PASSA NA TUA RQC/VD!

E desta vez é Luísa Sobral que se junta ao rol das novidades na tua rádio de todos os dias. Depois de ter conquistado o coração dos portugueses com o álbum “The Cherry On My Cake”, Luisa Sobral pretende repetir a profecia com um novo registo intitulado “There’s a Flower In My Bedroom”.

Neste álbum, encontramos uma Luísa Sobral mais madura, com as experiências que ganhou através das suas aventuras no estrangeiro bem assimiladas, e sem medo de visitar territórios e explorar caminhos fora do universo jazz que tão bem a caracteriza.

Foi uma estadia em França que deu origem a “I Was in Paris Today”, uma música que respira toda a essência jazz e que nos leva a imaginar um concerto numa sala de espetáculos algures em Montmartre, mesas redondas, cálices de vinho e todo o misticismo aliado àquela zona de Paris.

Seguidamente, e agora a poucas centenas de quilómetros do reino de D. Afonso Henriques, encontramos uma Luisa Sobral a ensaiar o dialeto de Cervantes. O tema é o “Cuantas Veces” e transmite-nos, à primeira audição, alguma estranheza e desconforto por não ser o registo linguístico habitual da artista.

De regresso a Portugal, encontramos “Sr. Vinho”, um tema que devolve a artista às suas origens e que nos brinda com uma história de amor que envolve vários elementos ligados ao Fado e à tradição dos bairros lisboetas. Talvez a letra mais envolvente e cativante de todo o álbum. É, também, a história que melhor reflete a alma lusitana que há em Luisa Sobral - daí ser umas das suas escolhas para o alinhamento das atuações no estrangeiro.

“She Walked Down The Aisle” transporta-nos até terras de sua majestade, onde podemos encontrar o contributo vocal de Jamie Cullum. O músico britânico dá, assim, voz a uma música que vive sobretudo da participação em si e não da letra e da temática que explora. 

Seguindo viagem, mas desta vez implicando uma longa travessia do Atlântico, descobrimos mais uma vez uma Luisa embebida nas influências da música e cultura norte-americana. Em “What Do You See In Lily” encontramos um jazz ligado à sua cidade berço, Nova Orleães. Desde as primeiras notas de trompete ao último sample que utiliza, uma das mais emblemáticas expressões de Louis Armstrong (“end of song, beginning of Story”), o tema caminha pelo estado de Luisiana e pelo groove característico do jazz afro-americano, trazendo até nós toda a calma contagiante das linhas de baixo, o ritmo magnético da bateria, as melodias abrasivas do trompete e, claro, a eterna magia do piano e suas teclas.

“The Last One” fala por si, porém com duplo sentido. Para além de se apresentar como o último tema do álbum, a canção dirige-se ao falecido compositor e pianista português Bernardo Sassetti. E quem melhor do que Mário Laginha para ajudar Luisa Sobral nesta forte e sentida homenagem? O pianista assume, então, as teclas, enquanto a artista se dissolve em letras que pedem simplesmente uma última canção. Com a letra “play me another song / so i don’t feel all alone / the time is here. It has come / So play me a last one”, Luisa remata a nostalgia em torno de um dos mais emblemáticos artistas no panorama da música nacional que viu o seu fim chegar cedo demais e de forma trágica.

"There’s a Flower In My Bedroom” traz-nos vários aromas. Em questões de minutos, visitamos vários países, várias sonoridades, umas mais bem-sucedidas, outras menos, mas sempre com uma noção internacional, levando a sua música além fronteiras. É um trabalho menos expansivo que o anterior (em termos de sentimento), mais pesado e mais obscuro, com uma forte inclinação para questões mais íntimas e profundas. Luisa Sobral continua, assim, a sua brilhante caminhada pelos trilhos da música portuguesa.

E é precisamente este álbum que já podes escutar também na tua rádio de todos os dias! Fica atento ao longo de toda a emissão e já sabes que se quiseres, o poderás também pedir ao locutor que te estiver fazer companhia porque certamente será um gosto realizar o teu desejo.
RQC/VD SEMPRE AO LADO DAS NOVIDADES!

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